Dedo de Deus

…e ele deixou a sua marca. Em rocha e em espírito.

Rocha é o que não falta na região de Teresópolis, cerca de 85 km do Rio de Janeiro, cidade encravada na Serra dos Orgãos, um aglomerado de montanhas que convida todos a caminhar, escalar e interagir com a natureza de forma intensa. Para esta intensidade é importante as pessoas terem o espírito aventureiro, a outra marca dele…

A cidade em si não tem o charme de algumas outras cidades coloniais, não passa aconchegância, mas é muito bem localizada…e como dizem os especialistas de varejo, ponto é tudo. E Teresópolis tem ponto, ponto final.

Fomos de carro no sábado e depois de nos distrairmos com as estórias da Nike errarmos o caminho uma vez em Taubaté e graças ao Leozão que reconheceu a estrada para Campos de Jordão a tempo, consertamos e seguimos para o Rio de Janeiro. Qualquer coisa, a gente ia escalar no Baú…;-) A partir deste momento os nossos anjos da guarda montaram a operação "Salva Mané" e não pararam de trabalhar até a segunda-feira…

Depois de passarmos pelo Rio de Janeiro, e até agora não sabemos ao certo como chegamos na BR-040 que segue para Teresópolis, essa parte foi missão dos Anjos da Guarda, que a partir de agora chamarei de AG’s pois serão muito citados…;-)

Já da estrada se vê uma cadeia linda de montanhas, é realmente impressionante pois da planície erguem-se as mais variadas figuras de pedra e vegetação densa. A empolgação atinge níveis altos com a perspectiva de escalar e caminhar neste lugar.

Chegando na cidade, o Leo começou a sua tara por postos de gasolina, paramos nuns 4 em 10 minutos…e a estória é sempre a mesma: "Ô Chefe, você conhece a…" e de posto em posto (muitos deles se contradizendo) chegamos na Pousada / Albergue "Recanto do Lorde" (Colocar o endereço)…na empolgação total, nem reparamos direito a escadaria para chegar na recepção…aliás puta escadaria.

Lá conhecemos a simpática Carlinha que nos alojou em um quarto com uma vista espetacular (vocês podem ver o vídeo do anoitecer em Terê). Arrumamos todas as coisas e consolidamos o plano do dia seguinte…Íamos sair as 3:30h da pousada e entrar na trilha umas 4:00…para isso iríamos acordar as 3:00…

Lanterna, pilha, comida, ferragens, água, pilha, corta-vento, tenis, sapatilha, gel, barra de proteína, sanduíche de queijo, mexerica, mochila grande e pequena, câmera de vídeo, fotografia, quem guia, dicas dos amigos, incertezas, fome…fome? Opa, tava na hora de comer alguma coisa, pois depois toda a arrumação ela chegou arrasando…mas comer o quê? Afinal não podia ser nada pesado…italiano…pizza. Show! E lá fomos achar um restaurante que servisse uma pizzola. Depois de passarmos em 2 postos para perguntar, os chefes do Leozão nos indicaram um razoável…mas meio caro pelo naipe da pizza. Mandamos 2 redondas para a escuridão, sempre com cuidado para não comer carne porquê um dos manos é vegetariano…que no caso sou eu.

Uma curiosidade foi que antes da pizza chegar o Kiko balbuciou algo que ninguém entendeu, levantou e saiu fora. Ninguém entendeu nada…onde o cara foi? Será que já desistiu? Depois de uns 5 minutos achei que ele tinha entrado no supermercado logo em frente para comprar alguma coisa que tínhamos esquecido…dei um pulo lá e nada. Vai entender…logo depois ele volta e fala que tinha ido telefonar…com 3 celulares na mesa ele foi no orelhão…

Voltamos para a Pousada para dormir e ao redor das 22:00 já estávamos prá lá de Bagdá. Antes tínhamos acordado colocar os despertadores as 3:30 pois assim teríamos mais 1/2 de sono. Colocamos celular, despertador e tudo o mais…

3:30 ninguém acordou..e a Carlinha veio chamar a gente…mas até que nos aprontamos rapidamente e partimos para o café.

Tomamos o café da Pousada (20 conto com o café) que eles fizeram as 3:45 da matina…pessoal realmente é gente boua…e saimos para assinar no guarda parque e partir para a escalada….

4:30 Estávamos na base em um lugar onde dá para deixar o carro…o tempo estava ventando bastante e até um pouco frio, na caminhada até a base da trilha (entre o asegundo e o terceiro bueiro, depois da Santinha) o tempo mudou (??) e vieram umas golfadas de vento quente que fizeram todos tirar os corta-ventos. Chegamos na entrada e fizemos um alongamento básico…e dá-lhe trilha.

5:00 A trilha na ida não é muito puxada..tudo é empolgação, mas é bastante inclinada e é recomendável bastante água para fazê-la. Nós entramos ainda era noite e o dia foi amanhecendo no caminho. A floresta é muito quieta e estava meio surreal com as headlamps ligadas. 50 minutos de trilha e acabou..dá-lhe pernas.

5:50 Chegamos na base da pedra e tomamos um pouco d’água e já mandamos um gel para escuridão. Dica: Levar água para fazer a trilha na volta..deixear escondido em algum lugar, no mínimo uns 1,5 litro por cabeça para fazer a volta.

Começamos a subir por uma corda dinâmica que no começo é meio chata de subir pois você faz força e não sai do lugar…deve subir uns 15 a 20 metros e depois vem um platô onde é possível ver o quão alto já se está… Neste platô, à esquerda de quem olha para a montanha, tem uns cabos de aço que para chegar neles seria melhor fazer com seg, então o Kiko xplorou e descobriu uma trilhazinha pela direita, meio no esquema trepa-mato que sai em um platô mais acima, onde começam os cabos para a subida.

Aí dá-lhe subida…mas quando chegamos em uma trilha relativamente plana que começou a ir para a esquerda, sabíamos que estávamos errados, pois o caminho certo cai para a direita. Voltamos e depois de descer uma corda e um cabo, achamos o caminho certo. Eita….os AG’s estavam atuando em equipe ao nosso favor.

Mais um pouco e já estávamos na base da Via. Eram quase 8 da manhã…nos equipamos e apreciamos a vista…as apostas de horário começaram…"Acho que antes das 14h estamos no topo…"…13, 14, 14:30 acho que foi o mais ousado…mas 6 horas para escalar aquele trecho pareciam mais do que suficentes…doce ilusão. Consolidamos as mochilas de 4 viraram 2…aliás dica muito importante. Quanto menos mochilas melhor…

A primeira enfiada é meio que uma caminhada no meio de pedras, sussu. A segunda é mais vertical, mas também numa boua…só proteção em P que até agora não tinha…só natural…escalada tradicionalzona.

Começamos a ascender rapidamente, sem muita enrolação e o visual é maravilhoso…o sol da manhã esquentou bastante o dia e já estávamos tomando bastante água. Cada um levou ou 1,5 lt de agua ou 1,5 de gatorade. Logo no começo deu para perceber que teríamos que racionar a água…

O Leo e o Madruga na frente e eu e o Kiko vindo na sequência, o Kiko guiando tudo e eu com a cargueir

This entry was posted in Travel. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s