Pedal do Finde….

Bem amigos da rede Globo. Anna agora já está mega esperta e se mexendo bastante. Semana passada foi dura em termos climáticos, com o Calor em Redmond atingindo recordes históricos desde que passaram a medir temperatura aqui (1891). Foram 106oF ou 41.1oC…tá fácil de dormir viu? A Anna ficou com umas brotoejas de calor e graças a minha vizinha, a Cindy,  que manja de como fazer para reduzir um pouco a temperatura da casa, de Quarta a sabado ficou mais fácil de ficar em casa. A Cris está sofrendo muito também…mas calor não é comigo…eu detesto suar parado sem vento algum…é péssimo.

O Otto está numa fase dificil que precisamos ter muita paciência. Ele está descobrindo os limites de onde pode chegar e ao mesmo tempo está enciumado com a chegada da Anna…esta fase precisa de muita paciência mesmo e precisamos lembrar que vai passar. Agora é fase do não….não quero tomar banho, não quero me trocar, não quero ir para escola, não quero isso, não quero aquilo…cansa todos na casa que acabamos ficando estressados. Dicas são bem-vindas…

No Domingo saímos cedinho (6:30) para ir fazer um pedal em Cashmere (umas 2h30 de carro) e desta vez o Tubino foi com a gente (com uma Stump Comp 29er animal, que o Scott emprestou) . Entramos na trilha umas 10 da matina com uma lua fora do comum…já devia estar uns 30oC e estava esquentando ainda….tortura. A trilha que queríamos fazer chama-se Devil’s Gulch e tem cerca de 2 horas de subida (12 milhas, ou quase 20km) logo no começo. A inclinação não é ruim ( no total são 3.250 pés de elevação, ou uns 1.000m) e dá para ir na coroa do meio a maior parte…mas com o Sol foi matador. A gente cruza uns riozinhos com uma agua geladinha e passa por uns penhascos que chamam a atenção. Minha água acabou e não tive problemas e fazer o refill no riozinho. Chegamos a uns 3.700 pés (a ideia era chegar a uns 5.000 pés) e decidimos voltar…estávamos acabados. Eu para variar levei um chão na subida (parado) e aumentei minhas tatuagens feitas pelas coroas na parte de trás da minha canela e na descida cai e fiquei numa situação ridícula onde a o guidão e a bike ficaram em uma posição que esmagava a minha coxa com o meu próprio peso. Quanto mais eu tentava levantar mais esmagava…para sair dessa foi ninja :^) sobrou um ralão no cotovelo e dois hematomas na coxa…Santo Advil para vir trabalhar na segundona. Saldo foi de 18 milhas de pedal, suporte do GPS quebrado, umas cicatrizes a mais, quase nenhuma vista e o sentimento de culpa de ter levado o Tubino nesta trilha para ser a trilha inaugural dele…

O interessante que nesta trilha não encontramos quase ninguém…só duas ciclistas solitárias…que fizeram a gente pensar o quão casca-grossa elas são. Uma devia estar nos seus 40 e poucos era forte como um touro e outra que estamos imaginando que era um alien, pois vimos ela no downhill e depois não vimos ela mais…Ah! Ouvimos uns barulhos muito esquisitos na trilha, que achamos que era de Urso. O barulho foi do tipo de um Galope de cavalo no asfalto…depois de ouvir o cerebro corrigiu para galhos quebrando em uma sequencia rápida (e nao deviam ser pequenos)…e veio a frase: “Marcão, que porra é essa?” e logo depois o “Pedala!!!! Que eu não quero ver isso…” e uma sequencia de pedal morro acima em velocidade do Tour de France…depois de uns 200-300m acima, lembrei do Tubino: e daí ficamos gritando para assustar o Urso (que aliás devia estar com um calor animal também….)…estranho, muito estranho.

Assisti o filme, “Boy in the striped Pajamas”…Ok. Sem grandes comentarios…

Namaskar!!!

MW

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